YENDIS E O CORDEL ENCANTADO DE CONTAGEM

Yendis Asor Said

     @lecysousa

    Yendis Asor Said, ou aquele de quem tanto falam, ou o motoqueiro fantasma de Contagem, ou aquele que joga a real na cara dos filósofos gregos em sua incansável produção de textos.

      O autor já foi motivo de análise do jornalista e poeta Vinícius Fernandes Cardoso, mas o próprio Vinícius afirma que não é fácil qualificar o irado Yendis com seus cadernos espiralados repletos de uma escrita em fluxo contínuo. Tanto faz se é noite ou dia, o algoritmo interno da figura não quer saber. Quer é escrever.

       Portanto, em vez de falar do que o autor inveterado publicou até o momento, sugiro que digitem o nome dele num pesquisador da Internet e boa viagem.

        Recentemente (2020), Yendis publicou “O Livro dos Cordéis Escolhidos”, “A Guerra Santa de Contagem” (KKKKK, desculpem, eu não aguento a ironia), “O Poeta”, “O Apocalipse” e o “Livro dos Cordéis III” para ficar só nesses. Seus livros publicados encontram-se religiosamente no site Clube de Autores, uma referência aos livres criadores literários que não têm tempo para esperar aprovação de editoras tradicionais. Vai que o mundo acaba antes…

        Da produção cordelina, gênero que o autor abraçou com vontade, há mais de oitenta títulos diferentes que ele mesmo imprime e vende as coleções. Eu, por exemplo fui presenteado com um kit cordel do Yendis que lerei nas férias de início de ano.

        A veia crítica do autor é o que mais chamou a atenção para seus cordéis. Recentemente a revista “Isto é” publicou uma arte de capa caracterizando o Presidente da República como um palhaço. Nesse quesito, a revista deve ter copiado Yendis que, desde o início dessa forma estranha de governar, vinha escrevendo seus cordéis. Da série de crítica política temos “Bozo o candidato trapalhão” “Yendis em Bozo e a Maldição do Brasil”, “O Presidente Bozo” … é há outros títulos pitorescos com “Yendis contra o diabo”, “Yendis contra os bozominios”, “Yendis em poemas atravessados” e por aí segue a quadratura.

       Falar a respeito da produção literária de Yendis Asor Said requer tempo e disposição, considerando a extensão. A exemplo da série de textos por ele publicado no Jornal Regional que marcou época: “A Sociedade Massacrada”. A série causou irritação e admiração na sociedade contagense. Em outro momento voltarei a dissertar sobre sua produção literária.

      A melhor maneira de desenvolver uma opinião particular sobre seus escritos é lendo algum livro de sua autoria. Sugiro que o leitor compre algum livro disponível no site www.clubedeautores.com.br ou diretamente com o autor que tem perfil nas Redes Sociais.

     No mais, encerro esse texto, tipicamente capeativo, com a rima de um dos seus cordéis:

“Diz que não aceita derrota

É mal exemplo para a geração

Perguntei “Quem é?”

“É o Bozo, o candidato trapalhão”