Visitantes de parques de BH falam em 'liberdade' no primeiro dia de reabertura


Uma criança e uma idosa interagindo, ambas usando máscara e guardando distância para se prevenir do coronavírus. Esta foi uma das cenas no parque Municipal Américo Renné Giannetti, no centro de Belo Horizonte, neste sábado (29), primeiro dia de reabertura de seis parques da capital.

A reportagem do jornal O Tempo foi até esse parque, no centro da capital, e ao Mangabeiras, na região Centro-Sul. Não houve aglomerações nesses locais, devido à restrição da capacidade de público. Famílias usaram a manhã de sábado para passear e/ou praticar esporte ao ar livre. Funcionários dos parques informaram que o número de visitantes está limitado a cerca de 30% do normal. A assessoria da Prefeitura de BH deve divulgar um balanço do primeiro dia de reabertura até o fim da tarde deste sábado.

O clima de alívio era comum nos poucos visitantes que foram ao parque no hipercentro de BH. O autônomo Luciano da Cruz, 38, foi um dos primeiros a chegar. Enquanto pulava corda, ele apreciava a paisagem.

“É um espaço muito agradável para você sair um pouco dessa urbanização e, por causa da quarentena, as pessoas estavam precisando de um pouco de sanidade mental. E acho que o parque vai trazer para a população esse reencontro com a cidade”, diz Luciano.

Ninguém melhor que a técnica em radiologia Denise de Souza Lima, 57, para testemunhar o contraste entre o clima hospitalar em tempos de pandemia e a tranquilidade de um parque. “A sensação é de liberdade. A família estava muito presa. Agora, a vida ficou diferente. O coronavírus trouxe uma releitura de vida para a gente. E vai ser assim até a vacina voltar a funcionar”, analisa.

As filhas, de 4 e 2 anos, da publicitária Fernanda Almeida, 37, já estavam cobrando da mãe um passeio. Na quarta-feira, Fernando ficou sabendo pelo O Tempo da reabertura dos parques. “As crianças já estavam bem nervosas de ficar só dentro de casa. Para os pais, a reabertura é um descanso. Ficamos sabendo do agendamento pelo jornal O Tempo, e corri para guardar nossa vaga”, diz.

Parque Mangabeiras

O contato com a natureza levou famílias ao parque das Mangabeiras, aos pés da serra do Curral. Seguindo as recomendações da prefeitura, os visitantes levaram seus próprios alimentos e água. “É muito bom ter a possibilidade de voltar a vir para o parque. Sair com máscara, estar sempre com álcool nas mãos virou parte da rotina”, disse o empresário Bruno Brant, 35.

A pequena Cecília Lopes, 2, estava encantada com os peixes que ficam no espelho d’água logo na entrada da portaria Sul do parque Mangabeiras. Esse contato com a natureza é o que a mãe dela, a nutricionista Tatiana Francina Lopes, 39, queria. “É inexplicável a sensação de contato com a natureza, principalmente para as crianças. Isso faz muita falta. Estávamos em casa tendo contato com a natureza só pela janela.

Até a manhã deste sábado, só havia vagas para visitação no parque Real, na região Nordeste da capital. Seis parques de Belo Horizonte voltaram a funcionar, de quinta-feira a domingo, das 8h às 17h, por meio de agendamento pelo site da PBH.

Nas portarias dos parques, o público tem a temperatura corporal aferida. Em caso de febre, a pessoa não pode entrar e é orientada a buscar atendimento médico. O uso de máscara é o distanciamento de no mínimo dois metros são obrigatórios

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