Torcendo por algo negativo na viagem



“Para trás, para trás!”, foi só o que eu entendi. No ambiente tenso da farmácia na rua Oberkampf, no bairro da Bastilha, o funcionário falava tão rápido que eu, com meu francês “fluente” (excelente no sotaque, bom de vocabulário, sofrível na gramática), mal compreendia o que ele pedia aos gritos.

Basicamente ele lutava contra uma das características mais incontroláveis da humanidade: nossa propensão a nos aglomerarmos. Não era uma farmácia grande e talvez por isso eu a tivesse escolhido -a fila para o teste era pequena.

Que teste? Aquele que me assombra desde o dia em que aterrissei em Paris, cidade que eu tanto amo e que não visitava desde janeiro de 2020. Aquele sem o qual eu não poderia embarcar de volta para o Brasil. Aquele que me diria se eu tinha testado positivo ou negativo para Covid-19.
Leia mais (01/05/2022 – 17h00)

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