Tandara sobre seguir no Brasil: 'a prioridade é o bem estar da minha filha'


Com 31 anos, a oposta Tandara vive grande momento na carreira. Referência no clube e na seleção brasileira, ela desperta, a cada final de temporada, o interesse do vôlei de dentro e fora do Brasil. Depois de defender o Sesc (RJ), ela retorna para o  Osasco Audax São Cristóvão Saúde (SP) na temporada 2020/2021.

A crise econômica no vôlei brasileiro não foi suficiente para tirar Tandara do Brasil. Ela admite as várias propostas de fora, mas sabe que, com uma filha de quatro anos, a sua realidade não seria a mesma, sem família e a estrutura por perto. 

“Sempre analiso bem as propostas, principalmente antes de sair do Brasil. Para tomar esta decisão de deixar o país, precisa valer muito a pena mesmo e falo isso pelo lado financeiro. Isso é o que pesa mais. Com a Maria Clara, possivelmente não terei a mesma estrutura de família do meu lado. Isso faz a diferença, vai além do lado profissional”, comenta a jogadora, campeã olímpica em 2012, em entrevista exclusiva ao Super.FC.

Uma das poucas experiências da jogadora fora do país foi na temporada 2018/2019, quando defendeu o Guangdong Evergrande, da China. 

Nos últimos anos, Tandara passou por outras referências do país como Dentil Praia Clube e Itambé Minas. No time de Uberlândia, contudo, ela teve uma experiência negativa, quando processou o clube que não lhe pagou o valores de direito de imagem após o final da temporada, mesmo com ela estando grávida. A decisão final na Justiça saiu recentemente, dando vitória para a jogadora. 

“O Brasil tem ótimos clubes e sempre fui muito bem tratada e recebida. O valor pra jogar fora precisa compensar muito para me tirar de perto do que tenho aqui. Penso, antes de tudo, no bem estar da minha filha, por isso minha opção de seguir jogando no Brasil”, conta. 

Temporada de transição

Tandara sabe que a próxima temporada pode ser não igual as demais, em virtude da pandemia do coronavírus e da dificuldade que muitos clubes precisarão atravessar com a Superliga em andamento. “É uma crise mundial, todos os clubes vão precisar de reinventar neste período de transição. Times e jogadoras terão que se desdobrar, mas no final vejo um lado positivo, acho que vamos sair muito melhor desta situação”, comenta. 

Sem tocar na bola desde março, quando a Superliga foi interrompida, ela foca nos trabalhos físicos para retornar da melhor forma possível quando este momento chegar. “A gente vem se dedicando muito e os treinos não acontecem da maneira que gostaríamos. Vamos todas sentir a diferença quando chegar a hora de ir pra quadra. Temos que aproveitar este período para estarmos perto do ideal”, afirma.

Tóquio 2020

Tandara sabe como a pandemia e a paralisação das atividades vão interferir na preparação dos times para a Olimpíada. “A gente vinha se dedicando há quatro anos esperando por este momento, todos os países foram prejudicados. Não nos resta nada além de fazer um bom trabalho para chegar bem na Olimpíada com pensamento único de conseguir uma medalha. O coronavírus atrapalhou nossos planos, mas a gente não pode se abater. É hora de erguer a cabeça e pensar que o melhor ainda está por vir”, finaliza. 

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