Suspeito de matar professor em Varginha se entrega a PC e será ouvido

Um homem de 33 anos foi preso suspeito da morte do professor José Wilton Andrade Junior, de 52 anos, que foi encontrado sem vida dentro de casa, em Varginha, no Sul de Minas, nesta segunda-feira (18).

O suspeito se entregou na Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas, também no Sul de Minas, na manhã desta quarta-feira (20) e foi encaminhado para a Delegacia de Varginha onde vai prestar depoimento. Ainda não há detalhes sobre esse suspeito preso e a motivação do crime. 

A Polícia Civil informou que os pertences que foram roubados do professor também foram encontrados nesta quarta. “Com os levantamentos, policiais civis identificaram o notebook da vítima, que estava sendo vendido em rede social, e o veículo também da vítima, abandonado em meio a um cafezal, na cidade de Três Pontas. O veículo, com outros objetos apreendidos, serão devidamente periciados”, informou por nota.

O crime

O professor foi encontrado morto dentro de casa, na noite desta segunda-feira (18), com várias facadas, o corpo nu e usando apenas um tapa-sexo – peça que cobre apenas o órgão sexual da pessoa.

De acordo com o boletim de ocorrência, José Wilton Andrade Junior, de 52 anos, foi encontrado por uma irmã dele. Ela disse que conversava todos os dias com o professor pelas redes sociais e que, nesta segunda, ele não respondeu às mensagens dela, o que gerou a desconfiança da mulher. 

Ela foi até a casa da vítima, que morava sozinha, e percebeu que os animais estavam muito agitados. Mesmo após ela chamar por várias vezes, o irmão não atendeu o portão. Ela decidiu olhar sobre o muro e viu o corpo de Junior. A mulher acionou a Polícia Militar que entrou na casa após cortar a cerca elétrica e pular o muro da vizinha. 

Dentro da casa, os policiais encontraram o professor caído no chão da sala nú, usando apenas um tapa sexo, cobrindo o órgão sexual masculino, ensanguentado, com sinais de violência e já apresentando rigidez cadavérica. 

A vítima, segundo o boletim de ocorrência, sofreu múltiplas facadas no tórax, abdômen, costas, mãos e braços. Havia marcas de sangue por toda a residência, e pegadas de tênis e de chinelo. Os animais de estimação da vítima estavam fechados em um quarto, onde foram encontradas duas facas, que podem ter sido utilizadas no crime. Foram roubados do professor um celular, um notebook, o carro dele, um Corsa, e a base de um telefone sem fio. 

O delegado Leonardo Sousa Lima, que investiga o caso, disse que pelas apurações iniciais da perícia o crime ocorreu entre 24h e 48h atrás. “É válido dizer que o crime aconteceu na casa da vítima e que não havia sinais de arrombamento. O que indica que o autor teria sido convidado. É claro que é só uma linha investigativa. Além disso, pode ser um crime contra o patrimônio, ou seja, um latrocínio, porque alguns bens foram subtraídos da residência. Ao final, ele fugiu com o carro da vítima. O crime ainda está em investigação e ao final esperamos encontrar a autoria para a execução penal”, explicou. 

Familiares contaram que Junior era homossexual, estava solteiro e às vezes mantinha alguns relacionamentos com pessoas que conhecia em sites de relacionamento. A família contou que ele não fazia uso de bebidas alcoólicas, embora tivessem embalagens desse tipo na casa. 

A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos na casa da vítima e recolheu tanto as facas, quanto as embalagens de bebidas. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da cidade para passar por exames. 

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