Sobe para 29 o números de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) informou nesta quinta-feira (30) que subiu para 29 o número de casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol. Substância já foi encontrada em 10 rótulos da Cervejaria Backer, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Desses, 25 pessoas são do sexo masculino e quatro do feminino. Quatro casos foram confirmados, e os 24 restantes continuam sob investigação, já que apresentaram sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação e afirmaram que consumiram a bebida.

Quatro pessoas já morreram, mas apenas uma delas foi diagnosticada com a intoxicação. Já os outros três casos de óbito estão entre os 25 casos em investigação.

A distribuição geográfica dos 29 casos notificados, segundo o município de residência, é a seguinte: 22 casos em Belo Horizonte e os demais casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

“Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida”, informou a SES.

“A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população. O conteúdo produzido pode ser acessado em: www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg, concluiu.

Relembre

Os primeiros boatos relacionando a internação de quatro pacientes em Belo Horizonte ao consumo da cerveja Belorizontina apareceram em conversas de WhatsApp ainda nos primeiros dias do mês de janeiro. Todos os quatro, internados em hospitais particulares da cidade, ou viviam ou haviam passado pelo bairro Buritis, na região Oeste, nos últimos dias de dezembro. 

Àquele momento, a Cervejaria Backer negou qualquer envolvimento e classificou a mensagem como mentirosa. “Devido ao grande sucesso da Belorizontina e a grande concorrência no mercado, utilizam dessa notícia mentirosa para atingir a marca Belorizontina que é tão querida pelos mineiros”, informou. 

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