Ser negro nesses tempos é precioso e ameaçador, diz poeta que vai à Flip



O primeiro performer que Danez Smith admirou foi o pastor de sua igreja. Original de Saint Paul, no estado americano de Minnesota, via como quem estava no púlpito pregando se esforçava para falar do que estava além das palavras.

“Isso chegou a meu estilo de fazer performance, influenciou a minha forma de pensar o divino. Saí do caminho do cristianismo, mas isso ainda está na minha linguagem”, afirma.

Smith é um dos nomes a despontar na poesia americana contemporânea. Seu livro “Don?t Call Us Dead” foi finalista do National Book Award, enquanto o mais recente, “Homie”, já acumula elogios. As duas obras sairão em português pela editora Bazar do Tempo, com tradução de André Capilé, e Smith vem ao Brasil para ser autor da programação oficial Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, deste ano.

Depois do sucesso das apresentações de “slam poetry” no ano passado, a Flip parece continuar a apostar no gênero. A impressão causada pelos líderes religiosos deixou em Smith outra marca, que é o uso da palavra falada -sua performance lendo o poema “Dear White America”, ou cara América Branca, acumula centenas de milhares de visualizações no YouTube.
Leia mais (03/14/2020 – 01h00)

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