Sem vacina, volta ao normal em BH deve levar dois anos, diz secretário de saúde


Em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira (22), o secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, afirmou que a cidade deve demorar dois anos para voltar a normalidade após a pandemia do novo coronavírus. “Precisaremos conviver com restrições de funcionamento, aberturas e fechamentos a depender da evolução da epidemia”, declarou.

A capital anunciou na ocasião a primeira fase de retomada das atividades comerciais em alguns setores. Entre eles, salões de beleza, shoppings populares e segmentos de comércio varejista localizados em logradouros públicos. Shoppings convencionais ainda não têm data para reabrir. O funcionamento desses locais precisam seguir alguns protocolos de segurança, entre eles a limitação de pessoas nos espaços, disponibilização de álcool em gel e higienização constante dos estabelecimentos.

A escolha dos primeiros locais a retomarem as atividades presenciais foi baseada na velocidade de transmissão do vírus, que hoje em BH está em 1.09 (em 1.2 a gravidade aumenta e a flexibilização é revogada), e na taxa de ocupação dos leitos Covid-19 de terapia intensiva, que está em 40%, e de enfermaria, cujo índice hoje é de 34%.

A expectativa da PBH é que locais que tenham mais potencial de aglomeração e aumento de circulação de pessoas nas ruas devem ser os últimos a abrir. Shoppings centers, por exemplo, devido ao grande número de funcionários, ainda terão a reabertura avaliada. Este também é o caso de academias e escolas.

Na próxima semana, outros segmentos serão estudados pelo comitê de enfrentamento à pandemia, que vai analisar novamente os três fatores antes de determinar a retomada de outros locais. O infectologista Estêvão Urbano, membro do comitê, reiterou que a flexibilização não elimina a necessidade de distanciamento social.

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