Segurança plena


Ao longo das próximas três semanas, diversas cidades mineiras estarão preparando o caminho para a reabertura definitiva de lojas e indústrias dentro dos protocolos definidos pelo Estado para a recuperação da economia em meio à pandemia do coronavírus. Trata-se de uma trilha ainda repleta de incertezas e preocupação.

Por um lado, sem uma vacina testada e eficiente, distanciamento social, máscaras e higiene constante das mãos são alguns dos poucos recursos com que as populações contam para enfrentar um vírus que se mostra extremamente eficiente na propagação. Os aproximadamente 3 milhões de casos confirmados pelo globo provam o quanto ainda é necessário manter esses cuidados, tanto no nível doméstico quanto governamental.

E existe um segundo lado que também não pode ser negligenciado. Dados do Banco Mundial apontam que pelo menos mais 5,7 milhões de brasileiros entrarão na linha da extrema pobreza se o Produto Interno Bruto (PIB) encolher 5% neste ano. Isso significa que 15 milhões de pessoas viveriam no país com menos de R$ 10 por dia.

Outro estudo, agora da Fundação Getulio Vargas, mostra que esta será a década de maior empobrecimento do país em cem anos. Somente neste ano, o PIB per capita recuará 4,1%. E a culpa não é exclusiva do coronavírus. A longa recessão de 2014 a 2016 já haviam se encarregado de corroer o crescimento de 2,5% do PIB per capita na década anterior.

Esses números não querem dizer que as pessoas devem ignorar o risco às suas vidas em defesa da economia: tal dicotomia é falsa. Eles simplesmente reforçam a necessidade de que tenhamos todos consciência e responsabilidade plenas de zelar ainda mais pelas ações preventivas nesta transição até superarmos de vez a Covid-19.

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