"Se alguém fez isso, não foi eu", garante suspeito de abuso no Magnum


O auxiliar de educação física Hudson Nunes, 22, denunciado por abuso sexual dentro do Colégio Magnum Cidade Nova, em Belo Horizonte, se defendeu das acusações em entrevista ao jornal O TEMPO, intermediada pelo seu advogado Fabiano Lopes. Estudante de educação física, o jovem ressaltou a presença de câmeras de segurança por toda a escola e disse que um crime como esse não escaparia às filmagens. Nunes se colocou à disposição da Polícia Civil e afirmou que, se houver um estuprador, não é ele, e essa pessoa precisa ser encontrada.

O que você tem a dizer em sua defesa? Queria ter o meu momento de defesa e dizer que eu não tenho nada a ver com essa história. O que estão falando de mim são julgamentos precipitados, ninguém me ouviu ainda. Ninguém me escutou. Da minha parte, ninguém sabe o que eu estou passando ou como está minha cabeça nesse exato momento, como está minha família, como estão meus amigos. Antes das pessoas julgarem, elas precisam saber de fato o que aconteceu, como aconteceu e se de fato isso aconteceu. Eu não tive absolutamente nada a ver com essa história. O Colégio Magnum Cidade Nova está coberto de circuito de segurança por todas as quadras.

Como são as aulas de educação física? As aulas acontecem em espaços abertos. Ou seja, acontecem aulas simultâneas. São muitas pessoas ao redor das quadras: funcionários, alunos, pais. Não tem cabimento nem condições de uma pessoa estar me acusando disso. Não dá tempo, não tem como uma pessoa sequer fazer um abuso sexual com uma criança dentro do colégio. Se (alguém) tem feito, é preciso descobrir quem é essa pessoa. 

Você está colaborando com as investigações? Estou disposto a colaborar com qualquer depoimento e exame. Qualquer coisa que faça aparecer a pessoa culpada, que me livre disso tudo e comprove que sou inocente. Então, antes da gente julgar, é preciso averiguar os fatos, e eu acredito muito em Deus e sei que Ele está comigo nessa situação e que vai dar tudo certo no final. Não tenho nada a esconder. Pelo contrário, a gente precisa realmente descobrir quem está fazendo isso com essa criança. Como professor, estou bastante comovido porque eu também penso nessa criança o tempo todo. Não acho isso tudo uma situação psicologicamente boa para a criança. Acho que ela está sendo exposta demais. Ela vai levar (isso) para o resto da vida. Assim como eu. 

Como você está lidando as acusações que estão sendo feitas contra você? É preciso chegar a alguma conclusão, averiguar os fatos antes de acontecer um julgamento prévio. Quero dizer que não tenho participação nesse crime. Sou jovem de classe social baixa. Quem corre atrás dos meus sonhos sou eu mesmo. Eu que pago minha faculdade pelo financiamento estudantil, trabalho o dia inteiro. Ou seja, minha cabeça é ocupada o dia inteiro para estudar e trabalhar. As pessoas que me conhecem sabem da minha índole e do meu caráter, eu jamais teria coragem de fazer isso com uma criança. 

O que você espera? Eu só quero que essa fase passe. Quero poder gritar para as pessoas, principalmente para as que estão me acusando, que ‘eu não tenho nada a ver com essa história’. Quero agradecer a todas as pessoas que acreditam no meu relato e confiam no meu trabalho. Tenho certeza que vou dar a volta por cima. Toda a verdade vai ser dita, se tem um culpado, que esse culpado apareça. Não sou eu. Não fiz nada com essa criança, eu não fiz nada com criança alguma. 

Suspeito vai procurar a polícia 

O advogado de Hudson Nunes, Fabiano Lopes, informou que hoje vai buscar as autoridades. Até o momento, Nunes não foi procurado polícia, segundo o defensor.

Lopes afirmou ainda que as informações foram obtidas “por meio de boatos”. Ele ressaltou que as filmagens já estão com a Justiça.

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