Saiba como o livro 'A Reabilitação' chafurda no fundo do poço da vida dos viciados



De um lado estão todos os fluidos que fogem do vir a ser da tinta (da caneta de um escritor): o suor dos tremores da abstinência, o vômito da doença, o mijo e a merda nas calças. Metade da vida escondida em apagões. Fígado inchado em toxinas. Infiltração em direção à morte.

Heróis bêbados intoxicados. Billie Holiday vendo a seringa de heroína cair de suas mãos enquanto sua prisão nos anos 1940 sufocava sua voz. Amy Winehouse muito louca no vexatório show que tentou fazer em Belgrado, na Sérvia, em 2011.

Do outro, em um paralelo lírico, o anil carregado de “Uísque e tinta”, artigo com o qual a revista Life adula o poeta John Berryman. O artista ébrio como um ícone, enamorando pub craws como quem corteja sílabas. O copo como um símbolo, as barbas ao vento.
Leia mais (05/04/2022 – 10h00)

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