Remake de 'A Dama e o Vagabundo' é chocho, mas ainda é boa diversão



O desdobramento recém-lançado em live-action de “A Dama e o Vagabundo” existe simplesmente porque o estúdio pode fazer isso, em vez de porque deveria produzir uma nova versão. É um produto nascido do que parece ser uma inevitabilidade comercial. Essa história não poderia ficar de fora da tendência atual de restaurar filmes infantis originalmente feitos em desenhos animados, à mão, e os apresentar a uma nova audiência com personagens “reais”.

Foi assim com “Mogli”, “Aladim”, “O Rei Leão”, “Dumbo”, “A Bela e a Fera” e a sequência de “A Bela Adormecida” contada do ponto de vista da vilã, “Malévola”. Todos foram lançados com alarde nos cinemas e faturaram bem nas bilheterias. “A Dama e o Vagabundo” é o primeiro apresentado só digitalmente, inaugurando no Brasil a plataforma de streaming Disney+. E é o mais chocho de todos, mas ainda assim serve como um bom entretenimento em tempos de pandemia.

Muitos pais de crianças pequenas, que viram o original e se emocionaram com ele na infância, podem usufruir de uma hora e 44 minutos de atenção total que o novo filme demanda dos filhos. A história de dois cachorros de realidades completamente diferentes que se conhecem e se apaixonam ainda hipnotiza a audiência, seja da idade que for.

Essa versão não tem a ambição de superar o original, como parece ser o caso de produções como “Aladim” ou “O Rei Leão”. É um produto modesto, que trata com gentileza os fãs do clássico. A ideia aqui é menos substituir o desenho animado e mais apresentar uma opção modernizada, atualizada -e sem tanta força.
Leia mais (11/25/2020 – 12h00)

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