Região metropolitana de BH volta à onda branca do Minas Consciente


Após registrar aumento de casos de coronavírus, a macrorregião de Saúde Centro, onde está localizada a região metropolitana de Belo Horizonte, retornou à onda branca, primeira fase do plano Minas Consciente. Com a mudança, as 101 cidades da localidade estão orientadas a fecharem, a partir desta quinta-feira (11), estabelecimentos como papelarias, salões de beleza e lojas de roupas. Serviços essenciais e atividades como autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas são considerados aptos a funcionar.

A decisão foi tomada pelo Comitê Extraordinário Covid-19 nesta quarta-feira (10), em função do aumento do número de casos na região e da alta ocupação da rede hospitalar. No dia 27 de maio, o Centro tinha avançado para a onda amarela, segunda fase do programa, que recomendava a reabertura de livrarias, papelarias e lojas de roupas e calçados.

“Minas Gerais, até o momento, tem combatido de forma adequada a pandemia, mas, nos últimos dez dias, o número de casos subiu mais que o esperado, e isso tem nos preocupado. A recomendação é que mantenhamos o isolamento sempre que for possível. E quando não for, que adotemos as medidas preventivas, como distanciamento, uso de máscara de proteção e higienização dos locais onde as pessoas tocam, para manter a pandemia sob controle. Ela está longe de ter sido vencida”, afirmou o governador Romeu Zema (Novo), em nota publicada pelo Estado.

Após voltar para a onda branca, a macrorregião Centro se junta às macrorregiões de Saúde Sul e Centro-Sul. Na onda branca, é recomendado o funcionamento de lojas de antiguidades e objetos de arte, armas e fogos de artifício, artigos esportivos e jogos eletrônicos, produtos agrícolas, plantas e floriculturas, móveis, tecidos e afins e autoescolas. Atividades imobiliárias de imóveis próprios, jurídicas, de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária e de consultoria em gestão empresarial também são consideradas viáveis na onda branca.

Entre os municípios da macrorregião Centro que aderiram ao Minas Consciente, estão Nova Lima, Raposos e Rio Acima, na região metropolitana de Belo Horizonte. A capital não aderiu ao programa, criado pelo Estado para promover a retomada econômica gradual e coordenada das atividades econômicas dos municípios durante a pandemia. 

Nesta quarta-feira, o grupo técnico avaliou também que a macrorregião de Saúde Norte atende os requisitos necessários para avançar para a onda amarela, adotando medidas mais flexíveis para a retomada do comércio.

Até o dia 10 de junho, 130 prefeituras tinham oficializado a adesão ao Minas Consciente. Fica a critério de cada prefeito aderir e seguir os protocolos em seu município.

Festas juninas

O governador Romeu Zema pediu que a população não realize festas juninas e outras comemorações típicas da estação, visto que as aglomerações podem aumentar o índice de contaminações pelo coronavírus e sobrecarregar o sistema de saúde.

“Estamos perto de atingir o pico da pandemia no Estado, previsto para o mês de julho. Muitas vezes, como as pessoas não veem más notícias sobre Minas nos jornais, começam a julgar erroneamente que o estado está com a situação resolvida. Não está. O que está acontecendo em outros Estados, com pessoas sem atendimento médico, pode ser a realidade de Minas no futuro, caso não tenhamos cuidado agora”, disse o governador.

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