Recuperandos de Apacs produzirão 350 mil máscaras para combate ao coronavírus


Aproximadamente 400 recuperandos de 23 Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) de Minas Gerais e do Maranhão iniciaram nesta terça-feira (9) uma campanha coletiva para produzir 350 mil máscaras destinadas à população para o combate ao coronavírus.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), parceiro da iniciativa, a ação faz parte de um projeto chamado “Más allá de las Fronteras”, que irá destinar R$ 350 mil para as Apacs envolvidas. Os recursos vêm da União Europeia, por meio do Instrumento Europeu para a Promoção da Democracia e dos Direitos Humanos (IEDDH), e serão utilizados para a compra de máquinas de costura e equipamentos de higienização e esterilização das máscaras, além de matéria-prima.

A campanha é uma realização da Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), organização sem fins lucrativos que trabalha pela melhoria das condições de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade, e da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), entidade que assessora e fiscaliza as Apacs.

“A AVSI desenvolve um trabalho de fôlego e de suma importância para a humanização do cumprimento das penas privativas de liberdade, e tem sido uma grande parceira do Judiciário mineiro na disseminação e no fortalecimento da metodologia Apac”, afirmou o presidente do TJMG, desembargador Nelson Missias de Morais.

De acordo com Jacopo Sabatiello, vice-presidente da AVSI Brasil, as máscaras produzidas serão entregues para as comunidades do entorno das Apacs, Secretarias de Saúde, asilos, órgãos públicos e instituições beneficentes, além de servirem para a proteção dos próprios recuperandos e funcionários das unidades. “Além de aprenderem um ofício, os recuperandos colaboram para que mais pessoas tenham acesso à prevenção com o uso das máscaras, diminuindo o contágio da covid-19. Essas características explicam o lema da campanha: ao mesmo tempo em que humanizamos as penas, ajudamos a proteger e promover vidas”, explicou.

Apac

As Apacs são uma alternativa ao sistema prisional comum. A metodologia foi criada em 1972 por um grupo de voluntários liderado pelo advogado e jornalista Mário Ottoboni, de acordo com o TJMG, o método investe na recuperação daqueles que cometeram um crime e prima pela humanização do cumprimento da pena.

O método Apac é baseado em 12 elementos: participação da comunidade, recuperando ajudando recuperando, trabalho, espiritualidade, assistência jurídica, assistência à saúde, valorização humana, família, voluntário e curso para sua formação, Centro de Reintegração Social, mérito e jornada de libertação.

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