PSDB admite que pode abrir mão de candidaturas em Minas e pelo Planalto


Já é admitido internamente por membros do PSDB nacional e de Minas Gerais que é possível o partido abrir mão de ter candidaturas próprias ao governo do Estado e à Presidência da República nas eleições de 2022 para apoiar a construção de nomes do campo político de centro que se apresentarem mais competitivos.

Essa nova postura marca uma mudança de pensamento dos filiados da sigla, já que, anteriormente, mesmo não tendo concorrentes sem fôlego, os tucanos sempre optaram por arriscar a perder nas urnas do que abrir mão de uma cabeça de chapa. 

Mas lideranças já avisam que isso somente vai acontecer se outras legendas também calçarem as sandálias da humildade e não brigarem por protagonismo, juntando todos em prol da união em torno de um nome. Democratas, PP, MDB e PSD são algumas das agremiações que fazem parte do mesmo campo político que os tucanos.

Mas, em Minas, o que é dito nos bastidores é que o PSDB quer andar, no ano que vem, com o governador Romeu Zema (Novo). Atualmente, eles possuem boa interlocução com o Executivo estadual e fazem parte da base de governo na Assembleia Legislativa e de postos do governo. No entanto, há uma cláusula do Novo que impede coligações, o que pode frear essa construção.

Nessa hipótese, o caminho é de juntar com outras siglas de centro para construírem um só nome e, caso isso não seja possível, escolher um candidato nos quadros dos partidos. A única conjuntura que tem sido fortemente descartada é uma junção com o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). 

Outro ponto crucial é como vai ser a relação de Zema com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na prática: se o mineiro vestir a camisa de Bolsonaro, os tucanos estão automaticamente fora de uma possível aliança. Essa aversão ao presidente é também o que está pautando as negociações a nível nacional.

Parlamentares do PSDB avaliam hoje que o importante é que nem Bolsonaro nem o ex-presidente Lula (PT) levem a melhor no próximo pleito. Por isso, acreditam que não ter a cabeça de chapa é o menor dos problemas.

O intuito é, num primeiro momento, criar convergência em prol de um candidato tucano. O governador de São Paulo, João Doria, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, são lembrados para a disputa, sendo que o gaúcho atualmente possui mais força interna.

No entanto, se isso não for possível, caciques já admitem que podem apoiar uma figura de outra legenda desde que as outras siglas também caminhem dessa forma. “É preciso decidir o que importa mais: abrir mão da candidatura ou deixar Lula ou Bolsonaro vencer”, resumiu um líder.

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