Proposta de mão inglesa no bairro Belvedere sai em maio


Uma solução para ajudar a desatar o nó que se forma diariamente no trânsito do conjunto de pistas que compõem o trevo do BH Shopping, no bairro Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, pode ser viabilizada a partir de maio, com a atualização de um estudo que prevê a implantação do sistema de mão inglesa no viaduto da avenida Raja Gabaglia sobre a BR–356.

A pesquisa também apresenta uma novidade ao propor alterações na interseção das avenidas Raja Gabaglia e Barão Homem de Melo, na altura do bairro Estoril, na região Oeste da capital. 

A proposta já foi apresentada em outro estudo, há três anos, mas ganhou força nos últimos meses de 2018, após a Associação dos Empreendedores dos Bairros Vila da Serra e Vale do Sereno ter contratado uma empresa de consultoria especializada em engenharia, que promete detalhar, em até quatro meses, a localização dos principais gargalos que impedem a fluidez do trânsito na chegada ao trevo do BH Shopping.

Segundo o diretor administrativo-financeiro da entidade, Márcio Fonseca, o valor do estudo será de R$ 210 mil.

A Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) estima que pouco mais de 192 mil veículos utilizem o trevo todos os dias.

Os engarrafamentos constantes atrapalham a rotina de quem usa o complexo para acessar locais como o BH Shopping, o bairro Belvedere, as avenidas Nossa Senhora do Carmo e Raja Gabaglia, a BR–040 (BH–Rio) e a cidade de Nova Lima, na região metropolitana da capital. 

Rodrigo Coelho, diretor da Fratar Engenharia Consultiva, lidera o estudo, que tem como carro-chefe a implantação do sistema DDI (sigla em inglês para Diverging Diamond Interchange), popularmente chamado de “mão inglesa”.

“Estamos fazendo uma atualização de dados utilizando ferramentas sofisticadas e imagens captadas com drones. Com essas novas informações, vamos usar todas as alternativas que já tinham sido testadas, mas com dados mais recentes”, afirma. 

Segundo o engenheiro, o levantamento anterior, realizado com informações de 2013, não era aprofundado. Ele diz que “o estudo atual pretende confirmar a opção pela mão inglesa e analisar outros aspectos, que trarão benefícios para a região”. 

Caso o projeto seja aprovado, os recursos para sua execução serão obtidos por meio de medidas compensatórias pela aprovação de construções imobiliárias na região, conforme termo de compromisso assinado por vários órgãos, como as prefeituras de BH e Nova Lima e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Fim das férias

Situação. A empresa aguarda o fim do período de férias para fazer a análise do trânsito com o tráfego normalizado, segundo o engenheiro Rodrigo Coelho. A proposta será encaminhada à BHTrans. 

 

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