Pressões da pandemia de Covid-19 levam a maior busca por religiões e técnicas de meditação



Se as coisas andam difíceis aqui embaixo, o jeito é olhar para cima -ou para dentro. Procuram-se respostas, alguma perspectiva e, sobretudo, conforto e força para atravessar tempos de provação. Mesmo fechados pela pandemia de Covid-19, igrejas, templos, terreiros, centros e instrutores de meditação veem o número de adeptos crescer.

Quantos restarão passada a pior crise sanitária da história do país não se sabe, tampouco importa. A hora é de acolhimento. “Há pessoas que querem saber porque Deus permitiu que essa pandemia ocorresse. Ateus, pessoas de outras religiões, nos procuram para saber qual o nosso posicionamento”, diz o pastor Edson Nunes.

Uma pesquisa global liderada pela Universidade Estadual de Ohio (EUA) apontou que o Brasil ocupa a liderança no ranking dos índices de ansiedade e depressão durante a pandemia quando é comparado a outras dez nações. No total, 13 mil pessoas foram entrevistadas, 1.500 no país. Aqui, 63% estavam ansiosos e 59%, depressivos.

Segundo Nunes, há uma ideia que os sacerdotes seriam uma espécie de “confidentes de Deus” e em um momento de medo, incertezas e privações as pessoas tendem a recorrer à ajuda dos religiosos. “Deus não ?permitiu? isso [a pandemia]. Deus é amor”, afirma.

Sua comunidade, a Nova Semente, no Paraíso, é parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia, congregação protestante criada em 1863 nos Estados Unidos.

Ali, na zona sul de São Paulo, são cerca de 800 os frequentadores. Eram, na verdade, porque desde o começo da pandemia a unidade não recebe fiéis para os cultos.

Nesse período, assim como para outras tantas igrejas, a internet foi assumindo um papel cada vez mais central na difusão da mensagem da Nova Semente e como canal para a chegada de novos fiéis.

O perfil da igreja no Instagram e a o canal no YouTube tiveram crescimentos sensíveis durante a pandemia, 17 mil e 15 mil seguidores a mais, respectivamente. Para uma comunidade de 800 pessoas, resultado acima do esperado, diz Nunes.
Leia mais (04/03/2021 – 16h00)

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