Prêmio Bibi Ferreira quer ser o maior do teatro brasileiro, mas ainda falta chão



Criado em 2013 pelo ator e produtor Marllos Silva, o Prêmio Bibi Ferreira nunca escondeu sua ambição: ser o equivalente nacional dos Tony Awards, a mais importante premiação do teatro americano.

Os Tonys premiam apenas musicais e peças convencionais (ou “de prosa”) que estreiam na região da Broadway, em Nova York. Mesmo cobrindo uma área tão restrita, têm repercussão mundial.

Já o Bibi Ferreira nasceu como uma premiação exclusiva do teatro musical, apenas para espetáculos produzido na cidade de São Paulo. Mas, em 2019, ao chegar à sua sétima edição, o prêmio decidiu criar mais 11 categorias, voltadas ao teatro convencional.

São Paulo não tem um “distrito teatral” como Londres ou Nova York. Para se aproximar de seu modelo da Broadway, o Bibi Ferreira criou uma regra curiosa: só podem concorrer peças encenadas em teatros para, no mínimo, 400 pessoas.

Isto deixou de fora dezenas de espetáculos importantes, como “A Golondrina” ou “A Milionária”, que vêm sendo agraciados em outras premiações teatrais. Por outro lado, o Bibi Ferreira permitiu que peças estreadas há anos, mas ainda em cartaz em São Paulo durante o período de elegibilidade, pudessem competir.

O resultado foi que algumas categorias incharam (melhor musical tinha sete candidatos) e outras murcharam (dramaturgia em peça de teatro contava com apenas duas indicadas). Tomara que esta distorção seja corrigida nos próximos anos.
Leia mais (09/25/2019 – 13h00)

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