Prefeitura estuda possibilidade de vacinar grávidas em BH, mas faltam doses


Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (15) para falar sobre as 50.000 doses de vacinas contra a Covid-19 que deixaram de ser enviadas para Belo Horizonte, o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, falou sobre a situação da imunização das grávidas sem comorbidades, anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo) na última sexta-feira (11). 

Conforme Jackson, a prefeitura já avalia a vacinação do grupo. Porém, ainda não há vacinas suficientes para esse público. “Estamos estudando a possibilidade de vacinar grávidas sem comorbidades, seguindo a determinação do Ministério da Saúde, mas não há vacinas para este público. Sabemos que a mortalidade de Covid-19 em grávidas está aumentando”, contou.

Lactantes foram retiradas

Além das grávidas, o governo mineiro havia incluído na última semana as lactantes sem comorbidades entre os próximos grupos a serem vacinados no estado. Porém, o estado voltou atrás nesta terça e declarou que a inclusão ainda depende de uma nota técnica a ser elaborada pela Comissão Intergestora Bipartite da Secretaria de Estado de Saúde. 

“Foi deixada para esta semana essa discussão, mas, ao que tudo indica, também será deliberado que lactante será um grupo prioritário”, declarou o secretário da pasta, Fábio Baccheretti. Ele ainda explicou que a inclusão de gestantes e puérperas no grupo prioritário se deu devido a uma mudança no entendimento dos protocolos de vacinação. 

“Gestantes e puérperas sem comorbidades já podem ser vacinadas. Essa deliberação veio porque o entendimento inicial, lá no início do processo de vacinação, de que gestantes não eram grupos de risco, mudou. Gestante é um grupo de risco, possui maior letalidade que um grupo normal, do que uma mulher não gestante (por exemplo)”, finalizou.

(Com Letícia Fontes)

 

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