Por que Regina Duarte quer a volta da ditadura?



Em 1975, Regina Duarte se cansou do título de “namoradinha do Brasil”, que ostentava havia quase uma década. Deu um tempo nas novelas, onde só lhe davam papéis de mocinhas ingênuas, e foi fazer teatro.

O texto escolhido foi “Réveillon”, de Flávio Márcio. Um espetáculo ousado, sobre uma família que comete suicídio no último dia do ano. Foi um grande sucesso de bilheteria, e Regina mostrou que era uma atriz de muito mais recursos do que a TV costumava mostrar.

Detalhe: Flávio Márcio, como todos os dramaturgos brasileiros daquela época, costumava ter problemas com a censura. Duas de suas peças foram proibidas.

Em 1979, Regina Duarte encarnou o personagem mais emblemático de sua carreira: a protagonista da série “Malu Mulher” (Globo). Uma jornalista divorciada que lidava com problemas até então nunca discutidos na televisão brasileira: sexo fora do casamento, aborto, drogas, homossexualidade.

Os tempos já eram de abertura política, mas a censura, ainda vigente, implicou com vários episódios de “Malu Mulher”. Um deles não chegou a ser exibido.
Leia mais (03/19/2019 – 15h30)

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