Por muito pouco, Academia não repete o vexame do #OscarsSoWhite



Quatro anos atrás, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood sofreu a maior saraivada de críticas de sua história, ao anunciar os indicados ao Oscar pelos filmes lançados em 2015. Pela primeira vez em décadas, só atores brancos foram escolhidos nas quatro categorias de atuação. Nenhum negro, nenhum latino, nenhum oriental, nenhum nativo americano.

A internet reagiu com fúria. No mesmo dia do anúncio, surgiu a hashtag “OscarsSoWhite” (Oscars Tão Brancos). Seguiu-se um debate acalorado: quem seriam os atores negros (ou de qualquer outra etnia) que mereciam ser indicados? Não teria sido uma mera casualidade? Ou o Oscar é, de fato, racista?

A Academia sentiu o golpe e propôs mudanças. “Aposentou” todos os membros que não trabalhavam mais na indústria do cinema, mas ainda tinham direito a voto. Ampliou os convites a artistas e técnicos de outros países para se tornarem membros ?e, desde então, vem fazendo isso todo ano.

Hoje em dia, a Academia conta com mais mulheres, mais estrangeiros, mais jovens e mais “people of color” (gente de cor, um termo que os americanos usam para qualquer um que não seja de origem anglo-germânica ou eslava) do que em qualquer outro momento.

Isso se refletiu nas premiações dos últimos anos, quando até um filme escrito, dirigido e interpretado por negros ?”Moonlight ? Sob a Luz do Luar”, de 2016? levou o prêmio principal. E nunca mais houve só atores brancos entre os indicados nas quatro categorias de atuação.
Leia mais (01/13/2020 – 12h23)

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