Policial é filmado empurrando e ameaçando outra policial em sindicato; veja


As câmeras de segurança do Sindicato dos Escrivães de Polícia de Minas Gerais (Sindep/MG) flagraram o seu presidente, Bertone Tristão, empurrando e gritando, em tons de ameaça, uma mulher, que também é policial civil e já teve um relacionamento com o acusado.

No vídeo, que foi feito no dia 22 de agosto, mas só veio à tona agora, ele fala: “Eu ia dar uma porrada na sua cara. Eu estou de saco cheio das coisas que você está falando aqui. Eu vou pegar a sua chave e vou te pôr pra fora do sindicato”, disse o homem.

Após jogar uma cadeira no chão, ele fala à policial, que é diretora do Sindep e da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol): “Eu vou te expulsar, na frente de quem quiser. Você ponha a sua violinha no saco. Aqui não tem moleque. Você pode candidatar à presidente, fazer o que quiser. Mas se fizer uma trairagem, ficar de conversinha, e f*… a p*… desse sindicato aqui, você vai se ver comigo”. Nesse momento, A. R. S., que não quis se identificar, tenta se levantar, mas Tristão a empurra de volta à cadeira. Veja:

Em entrevista à rádio Super Notícia 91,7 FM, a vítima, que tem dois filhos com o suspeito, o denunciou por agressão e ameaça. “Infelizmente, por assuntos relacionados a nosso trabalho, que é a questão do sindicato, eu fui ameaçada e cheguei a ser agredida”, contou.

Segundo ela, o motivo da briga foi por questões profissionais, não pessoais. “A respeito das próximas eleições do sindicato, que serão em novembro tudo deu início porque eu manifestei vontade de ser presidente do sindicato, e parece que ele não teve uma boa aceitação”, contou.

Outro lado

Procurado pela reportagem, Bertone Tristão nega que tenha agredido a colega. “Eu nego essa acusação. Eu falei palavras ríspidas, mas eu não agredi ela. Algo que ela já fez contra mim”, afirmou.

O presidente do sindicato ainda criticou a vontade de A. R. S. de concorrer nas próximas eleições, que vão ocorrer em novembro. “Ela não tem trajetória sindical. Não consegue nem juntar gente para montar uma chapa. Eu militei, fui líder estudantil, e agora lider sindical”, conta.

Sobre o vídeo, ele acusa a policial de perseguição. “O objetivo dela é fazer um inferno na minha vida. Eu nunca tive um relacionamento com ela, eu apenas tive dois filhos com ela, que eu não os vejo desde esse episódio. O meu erro nesse dia foi não ter mantido o controle”, conclui.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil (PCMG), um inquérito policial foi instaurado pela Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher,
concluído e entregue à Justiça.

No Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), além desse processo de crime contra a liberdade pessoal (ameaça), Tristão tem um pedido de medida protetiva dessa mesma policial.

Indignação

“Acredito que, mais uma vez, é querer comprovar a superioridade masculinidade por eu ser uma mulher. Parece que ele se sentiu no direiro de fazer o que fez comigo”, desabafou a vítima.

“Eu estou indignada com essa situação, mas eu tomei todas as providências que eu tenho que tomar, inclusive na minha própria instituição essa violência não pode continuar, visto casos um atrás do outro, como se fosse uma banalização talvez se fosse um homem no meu lugar, não aconteceria isso”, concluiu.

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