Polícia Civil desarticula quadrilha comandada por PM reformado que atuava em BH


Em um trabalho de investigação que durou oito meses, a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha envolvida com o tráfico de drogas que atuava em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana. Nesta quinta-feira (13), três pessoas foram presas em Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Ainda conforme a instituição, o chefe do bando, conhecido como “Bombeiro”, já está preso há cinco meses. Apesar do apelido, ele, que tem 75 anos, é um policial militar reformado.

“É uma investigação em que a gente vinha mapeando uma organização criminosa voltada para o tráfico de drogas liderada por dois indivíduos: um deles conhecido por Jorge, vulgo ‘Bombeiro’, que liderava em Belo Horizonte, e o vulgo ‘Deildo’, que era responsável pela organização criminosa em Ribeirão das Neves. No curso da investigação prendemos, em dezembro, o Jorge Bombeiro em flagrante. Cabe explicar, que, apesar desse apelido, ele é um policial militar reformado. Ele foi preso com quatro armas de fogo, balaclava e uma enorme plantação de maconha”, explicou o delegado Daniel Araújo, do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Segundo o policial, nesta quinta, foram cumpridos cinco mandados de prisão, sendo que dois dos investigados já se encontram presos por outros crimes. Já entre os três que estavam soltos, dois são irmãos. A investigação da polícia apontou que a organização tinha como foco principal a venda de cocaína. Vinte mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo dois carros foram apreendidos.

“O Jorge teve sua primeira passagem por tráfico em 1984, o número de Infopen dele (usado no sistema penitenciário) é um dos mais antigos de Minas Gerais, e ele já tinha esse conhecimento de receber a cocaína dos fornecedores e efetuar sua distribuição própria na região metropolitana de Belo Horizonte e, na intenção de expandir o comércio ilícito, ele se associou ao Deilton”, detalhou o delegado.

Grande família

Ainda conforme a Polícia Civil, Jorge colocou vários membros da família no esquema como: companheira, filha, neto, ex-cunhado, sobrinha. Todos serão indiciados pela corporação.

“Essa organização, especificamente, impunha esse domínio pela violência, prática de homicídios, tentativas de homicídios.Ao todo são 26 pessoas indiciadas pela prática do crime de tráfico de drogas”, finalizou Araújo.

Jorge Bombeiro segue preso em um quartel. A reportagem de O TEMPO aguarda um posicionamento da assessoria de imprensa da Polícia Militar.

 

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