Pesquisadores da UFMG criam máquina que neutraliza Covid-19 do ar


Uma equipe com pesquisadores de várias áreas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se uniu para criar um equipamento capaz de neutralizar vírus e bactérias que estejam circulando no ar. O objetivo é que as pessoas consigam eliminar boa parte do coronavírus que estiver circulando nos ambientes onde elas estiverem, inclusive em casa, com um aparelho de preço acessível. A pesquisa está bastante adiantada e já apresentou bons resultados nos primeiros testes realizados. 

A pesquisa tem um papel social já que os pesquisadores estão tentando viabilizar um equipamento possível de ser feito por qualquer pessoa para popularizar a proteção. Nos moldes em que a máquina está agora, ela é feita de MDF, que é um derivado da madeira, papel alumínio, um ventilador normalmente usado em computadores e uma lâmpada de UV-C. A luz é a parte mais cara do equipamento, que teria um custo estimado de R$ 400. Outros aparelhos já criados com função semelhante custam acima de R$ 1 mil, segundo um dos integrantes do grupo de pesquisa, o engenheiro mecânico, especialista em energia multiespectral e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, Alexandre Leão. 

Em linhas gerais, explica ele, o que mataria o vírus é a radiação ultravioleta UVC. “Não é nenhuma novidade que a UVC consiga eliminar o vírus. Ela já é largamente utilizada para desinfecção de paredes em hospitais, por exemplo. A China usou equipamentos com a radiação para desinfectar ônibus após o uso. O que estamos tentando fazer agora é criar um equipamento para que qualquer pessoa possa purificar o máximo possível o ar de onde ela estiver”, explica. Segundo o pesquisador, com a utilização do equipamento que eles estão desenvolvendo, não é possível dizer em eliminação de todos os vírus e bactérias presentes no ar e sim em redução significativa já que não dá para prever o volume de circulação de ar em todos os ambientes. 

A pesquisa começou há dois meses e deve render frutos em breve. Segundo o virologista que participa dos estudos, Jônatas Abrahão, na próxima semana novos testes serão realizados para testar mais uma vez a eficácia do equipamento. “Nós criamos uma metodologia de estudo porque não poderíamos jogar coronavírus aqui no laboratório se não iria contaminar todo mundo. Então em um primeiro momento nós usamos um vírus que não infecta seres humanos e sim amebas. Mas como é um vírus mais resistente que o coronavírus e deu certo com eles, a tendência é que também dê com o coronavírus. Vamos testar com a Covid na próxima semana. Estamos criando métodos seguros para isso”, afirma.

 

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