Pesquisa aponta aumento de ansiedade e tristeza em jovens na pandemia

Três adolescentes de São Paulo com depressão, tratados no Hospital das Clínicas, já apresentavam melhora quando veio a pandemia. Confinados, pioraram e tentaram se matar. Um menina de 12 anos, que antes do isolamento fazia terapia para lidar com o bullying, nos últimos meses passou a falar em suicídio e cortou a tela da janela do apartamento. Uma garota de 14, que nunca havia tido complicações emocionais, no confinamento desenvolveu estresse grave e uma agressividade a ponto de deixar os pais com medo de que parta para o ataque físico contra eles. Um menino de 10, antes tranquilo, agora tem crises de falta de ar e de choro de madrugada.

O confinamento prolongado no Brasil apresenta a fatura, e até famílias mais equilibradas enfrentam um esgotamento. Uma pesquisa nacional do instituto Datafolha, em parceria com a Fundação Lemann, o Itaú Social e a Imaginable Futures, vem acompanhando crianças e jovens do ensino público ao longo da isolamento e revela seus impactos.
Leia mais (08/19/2020 – 12h00)

Fonte do link