Perrella tentará convencer Itair a abrir mão dos R$ 2 milhões


A saída de Itair Machado da vice-presidência de futebol do Cruzeiro era um desejo antigo de parte da torcida. No entanto, o rompimento com o então dirigente trouxe à tona uma nova preocupação aos cruzeirenses: a multa de R$ 2 milhões a que ele teria direito em caso de rescisão contratual.

Em entrevista nesta tarde na Toca da Raposa, Zezé Perrella, que passará a ocupar o comando de futebol do clube, assegurou que vai tentar um acordo com Itair para que a Raposa fique isenta da dívida milionária.

“Eu tenho certeza que o Itair tenha condição até de abrir mão dessa comissão. É o que a gente vai tentar. Vou procurá-lo para buscar um acordo, e acabar de vez com essa conversa”, prometeu Perrella.

Perrella reconheceu a amizade e parceria mantida com Itair em outros tempos, e assegurou que a motivação para sacramentar a saída do então dirigente não foi pessoal, mas pelo “bem” do Cruzeiro.

“Todo mundo sabe da relação que tive no passado com o Itair, quando nós ajudamos o Ipatinga. Não sou inimigo dele, mas não concordava e nem concordo é com a maneira centralizadora que ele estava dirigindo o Cruzeiro”, justificou.

Para Perrella, Itair Machado não teve sensibilidade suficiente para perceber a diferença entre comandar um clube do interior e uma equipe da envergadura do Cruzeiro.

“Ele tinha a experiência vitoriosa no Ipatinga, mas, no Cruzeiro, é outra situação. O Cruzeiro é um time de 9 milhões de torcedores, a cobrança é outra. Mas, enfim, passou. Ele entendeu que era melhor sair e, nesse momento, fez a melhor coisa pelo Cruzeiro porque a cobrança em cima dele era grande demais. Tenho certeza que isso causou alguma instabilidade na equipe”, opinou.

Trégua

Sobre as críticas de alguns conselheiros, que o teriam acusado de atuar no bastidor de forma isolada, sem se aconselhar com  seus pares, Perrella optou por não alimentar a polêmica. Escolheu o caminho da conciliação e estendeu a bandeira branca.

“O que nós queremos agora é paz. Faço um apelo também aos conselheiros que pensam diferente de mim. Muitos deles acham que fizemos um acordo e que eles não foram ouvidos. Eu não tenho condição de tomar uma decisão dessa envergadura ouvindo 100 pessoas, que cada um pensa de uma maneira. Espero agora que tenhamos paz, que eles (conselheiros) pensem no Cruzeiro somente. Vamos deixar a política para lá e pensar em tirar o Cruzeiro dessa situação”, conclamou.

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