Passageiros usam máscaras, mas enfrentam filas e ônibus lotados nas estações


A maioria dos passageiros está respeitando a obrigatoriedade do uso de máscaras nas linhas do transporte coletivo intermunicipal e metropolitano, que entrou em vigor neste domingo (10) em Minas Gerais. No início da manhã desta segunda-feira (11), primeiro dia útil de aplicação da norma, a reportagem de O TEMPO encontrou apenas duas pessoas sem o acessório de proteção na estação Morro Alto, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Embora a recomendação seja não permitir o embarque de usuários sem máscara, eles conseguiram entrar no coletivo. O fiscal que controlava a entrada disse que não viu que os homens estavam sem o item.

Na estação Morro Alto, há um veículo de fiscalização do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Há filas para acesso aos ônibus, e os usuários se aglomeram sem respeitar a distância de segurança, recomendada para a prevenção do coronavírus.

Agentes da estação controlam a entrada de passageiros aos coletivos, mas alguns veículos saem cheios, com muitas pessoas de pé, em direção à capital. Os passageiros, no entanto, reclamam que, na volta, a situação é ainda pior, e os ônibus seguem de Belo Horizonte para Vespasiano totalmente lotados.

A auxiliar de serviços gerais Edith Ferreira, 58, pega ônibus todos os dias na estação. Ela conta que já usa máscara há varias semanas, mas ainda encontra pessoas sem o acessório. “Algumas pessoas deixam de usar e também não protegem as crianças. Medo, eu não sinto, mas acho certo todos usarem para protegermos uns aos outros. É a consciência de cada um, cada um tem que fazer a sua parte”, conta.

Márcia de Souza, 25, vai de ônibus todos os dias para o trabalho, em um laboratório na capital. Ela diz que já está acostumada ao uso de máscara e que a maioria das pessoas utiliza o acessório, mas nota que algumas fazem uso incorreto do item. Ela reclama da lotação dos coletivos. “Na parte da manhã, aqui ainda tem um controle, então é mais tranquilo. Mas, na volta, vem lotado até a tampa. Ele vem enchendo, para em todas as estações, e entra quem quer. Só Deus”, pontua.  

A regra é que os motoristas não sigam viagem enquanto houver algum passageiro sem máscara no ônibus ou em situações em que as pessoas insistam em entrar no veículo sem o objeto de proteção.

De acordo com o governo de Minas, cabe a cada empresa de transporte, às autoridades sanitárias e aos órgãos de segurança garantir que a norma seja cumprida. A própria Polícia Militar poderá atuar em casos de pessoas que quiserem embarcar nos ônibus sem máscaras. O papel da PM será reduzir e mediar os conflitos.

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