Papai pela primeira vez, Jesus quer encerrar jejum na seleção e defende Tite

Gabriel Jesus iniciou a temporada europeia com tudo. Já são três gols e quatro assistências com a camisa do Manchester City. Falta agora repetir as peformances sob a batuta de Pep Guardiola com a camisa da seleção brasileira. O atacante não balanças as redes pela Canarinho desde a final da Copa América de 2019. 

Chegou o momento de escrever uma nova história pela seleção, deixando de lado também as críticas que o perseguem desde a Copa de 2018, quando utilizou a camisa 9 verde e amarela e não foi às redes em nenhuma oportunidade. E Jesus tem uma motivação extra. Vai ser papai pela primeira vez. Vivendo um momento de mudanças na vida pessoal e também na carreira, o jogador confia que o período positivo também se estenderá à seleção. 

“Eu realmente comecei essa temporada muito bem. Jogando mais alegre, jogando em outra posição da que eu estava acostumado antes e aqui na seleção. Jogando mais pela beirada, na direita. São duas coisas diferentes, lá é um estilo de jogo e aqui é outro. Porém eu dou o máximo para ajudar a seleção quando estou aqui e o City quando estou lá. Quero voltar a crescer meus números com a seleção. É um desejo meu. Ajudar mais e mais. Assim como fiz quando fui convocado das primeiras vezes. Espero voltar a ajudar muito mais”, disse o atacante. 

“É realmente notório que minha felicidade aumentou nos últimos meses. Encontrei uma pessoa incrível, que estamos compartilhando de um sonho que eu tinha desde criança, de me tornar pai. Acredito que isso faz com que eu fique mais feliz. Óbvio que você mais feliz na vida pessoal, você leva para o profissional e consegue render mais e fazer o que ama com mais felicidade”, acrescentou Gabriel Jesus. 

As cobranças 

Ser atacante de uma da seleção brasileira que já teve nomes como Ronaldo Fenômeno, Adriano, Tostão, Romário, Bebeto e tantos outros, é uma tarefa díficil. Gabriel Jesus reconhece. Mas ele também está disposto a aceitar este desafio e melhorar seu rendimento no time, ainda mais com Tite promovendo tantas mudanças e testes no setor. Gabriel Jesus ficou fora da última data Fifa devido à situação envolvendo os jogadores que atuam na Premier League e novos nomes foram aparecendo na lista de preferência do comandante, como Matheus Cunha. Desta vez, outro campeão olímpico com a seleção foi chamado: Antony, do Ajax. A concorrência vai se tornando ainda mais pesada. 

“Seleção brasileira sempre foi assim. Tantos craques e lendas passaram por aqui e deixaram seus legados. Sempre vai existir pressão da seleção jogar bem e ganhar, conquistar títulos. Que é o que a seleção sempre fez. Você sendo um jogador da seleção, será cobrado de jogar o melhor possível. É uma cobrança justa e faz com que a gente aceite o desafio. Não vejo como algo diferente disso. Desafio de melhorar, estar procurando a evolução. Fazer o melhor possível em campo para ajudar a seleção”, declarou. 

O atacante também comentou sobre a pressão a Tite. Gabriel Jesus viveu dois momentos distintos com o comandante na seleção. Foi o artilheiro da jornada para a Rússia, quando o técnico caiu nas graças da população por mudar o time canarinho após a segunda passagem de Dunga. E agora com o comandante sendo criticado e muitos analistas pedindo a saída de Tite. Na avaliação de Jesus, muitas vezes o que pode ser mais importante dentro de um jornada no futebol é vencer, mesmo sem dar espetáculo. O atacante do City, neste sentido, fez questão de lembrar que o Brasil de Tite vem quebrando recordes.

“Na minha opinião não é fácil comandar uma seleção brasileira. Tanto para convocar, quanto para jogar. É a maior campeã do mundo. Não é fácil. Eu, sendo atleta, também não é fácil na questão da cobrança. Ela vai existir. Cabe eu tentar fazer o meu melhor, assim como o treinador também. É focar no próximo jogo, contra a Venezuela, que será muito difícil. São dois períodos diferentes. Naquele tempo (2016) tinha muita pressão para classificar para a Copa e conseguiu se classificar em primeiro. Agora também, faz um trabalho incrível. Às vezes você joga muito bem e acaba não ganhando. E às vezes você não joga tão bem e ganha. Temos que ver o que é melhor. Óbvio que jogar bem e ganhar é muito bom, mas às vezes não acontece dessa forma. E ganhar é o que mais importa. A seleção vem quebrando recordes”, finalizou o atacante. 

A seleção brasileira volta a jogar nesta quinta-feira (7), às 20h30, quando encara a Veneuela, às 20h30, em Caracas. O time ainda pega a Colômbia, no dia 10, e quatro dias depois o Uruguai, em Manaus. 

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