Ossada encontrada em Brumadinho é do engenheiro Luis Felipe Alves

A ossada encontrada em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde da última segunda-feira é de uma das vítimas do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, da mineradora Vale. A Polícia Civil concluiu ontem a análise do material. Os restos mortais são do engenheiro de produção Luis Felipe Alves, natural de Jundiaí-SP e com 30 anos na data do rompimento. Com a identificação, 265 pessoas que morreram na tragédia já foram reconhecidas e cinco seguem desaparecidas. A barragem de rejeitos de mineração se rompeu em 25 de janeiro de 2019. Desde então, as buscas seguem para a identificação de todos os desaparecidos, em um dos maiores desastres da história do país.

 

O engenheiro Luis Felipe Alves trabalhava havia três meses no setor administrativo da Vale, quando foi vítima do rompimento. Era torcedor do Paulista e liderava a torcida organizada Raça Tricolor em ações sociais de arrecadação e distribuição de brinquedos e cestas básicas às vésperas do Natal. A jornalista aposentada Sílvia Helena Ferraz Santos, mãe do engenheiro, disse que assumiu as ações sociais do filho, mas evita falar sobre a tragédia que o vitimou. “Inesperadamente, há quase três anos, o meu filho partiu. E, no ano seguinte, o amigo de infância. Eu jamais poderia encerrar a missão idealizada e conduzida por eles”, disse ela à Folha de S. Paulo no ano passado.

 

Com a identificação de Luís Felipe, cinco vítimas do rompimento da barragem seguem desaparecidas. Entre elas está Cristiane Antunes Campos, mãe de dois filhos. Cris, como era conhecida por familiares e amigos, começou a trabalhar na Vale como motorista de caminhão e passou para o cargo de técnica em mineração. Ela era supervisora em Brumadinho quando perdeu a vida, aos 34 anos. E também Maria de Lurdes Bueno, conhecida como Malu, corretora de imóveis, tinha 59 anos quando foi atingida pelo rompimento da barragem. Deixou dois filhos e um neto. Dois outros netos nasceram após a tragédia. Nathalia de Oliveira Porto Araújo deixou marido e dois filhos. Morreu aos 25 anos e fazia um estágio de técnica em mineração. Olímpio Gomes Pinto deixou esposa e três filhos. O ex-auxiliar de sondagem tinha 59 anos. Tiago Tadeu Mendes da Silva, funcionário da Vale em Sarzedo, foi transferido para a mina de Córrego do Feijão 20 dias antes do rompimento da barragem. Ele era recém-formado à época da tragédia e deixou uma filha de 4 anos e um filho de 7 meses.

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