Número de viagens de ônibus em BH será menor que antes da Covid-19

O acordo fechado nesta quinta entre os empresários de ônibus, a Câmara Municipal e a Prefeitura de Belo Horizonte está longe de melhorar o transporte coletivo da capital. As empresas do setor aceitaram receber R$ 237,5 milhões dos cofres públicos em troca de uma promessa de aumento no número de viagens de 13 mil para 21 mil na cidade. O volume é inferior ao registrado antes da pandemia: 24,5 mil, de acordo com o site do Sindicato das Empresas de Ônibus (Setra BH).

As 17 propostas a respeito do tema foram fechadas durante reunião do Grupo de Trabalho de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte. Os empresários bateram o pé, alegando que o subsídio de R$ 207,5 milhões seria insuficiente para cobrir os prejuízos da operação do sistema, estimado em R$ 409 milhões entre janeiro deste ano e março de 2023.

Os vereadores aumentaram, então, em mais R$ 30 milhões a proposta original de R$ 44 milhões de repasse da sobra orçamentária da Câmara, e a negociação prosseguiu. O valor total será parcelado até março de 2023. Nesse período, o preço da passagem será mantido em R$ 4,50.

As concessionárias se comprometeram a aumentar em 15% o volume de viagens em dias úteis em relação a março de 2022 e em, no mínimo, 30% em relação a média de viagens mensais. Segundo o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), isso representa um aumento de 13 mil para 21 mil viagens. O projeto será analisado pela Câmara Municipal.

 

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