No Oriente Médio, paz vem antes de democracia



Nos primórdios da globalização, o jornalista norte-americano Thomas Friedman injetou sanduíches nas relações internacionais. Apontou a suposta inviabilidade de guerras entre países com restaurantes McDonald´s, ao usar a invasão de fast food como símbolo da prevalência de lógica econômica, em sociedades com classe média em expansão e com consequente potencial democrático, sobre as opções bélicas, mais afeitas a regimes autoritários.

Lamentavelmente, a tese foi colocada em xeque. A economia de mercado registrou, na era pós-Guerra Fria, maior expansão do que a democracia. Países com classes médias emergentes protagonizaram conflitos sangrentos, como mostrou, em 2008, a guerra entre Rússia e Geórgia. Há outros trágicos exemplos.

A tentativa de Friedman, no entanto, ajuda a colorir um dos debates mais frequentes e intensos da geopolítica, sobre as origens das guerras e suas relações com o processo democrático. O tema reaparece no Oriente Médio, quando Israel e países árabes se envolvem numa avalanche de aproximação diplomática.
Leia mais (12/11/2020 – 23h15)

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