No mercado das ideias, as melhores vencem?



Para que um debate público minimamente realista e produtivo ocorra, é preciso que as pessoas sejam alimentadas com informações corretas.

No passado, uma estrutura cara -e imperfeita- composta de checagem, treinamento profissional, códigos de conduta e reputação dava uma garantia de qualidade mínima à informação veiculada pela imprensa. As grandes empresas que dominavam o mercado faziam um trabalho de filtragem do que chegava ou não chegava ao grande público.

Hoje, os meios de divulgação, antes caros, se tornaram triviais. Qualquer pessoa com acesso à internet pode fazer perfis gratuitos nas redes sociais e veicular suas ideias. Qualquer um com conhecimento básico de edição de texto e imagem pode criar suas “notícias”, verdadeiras ou falsas, e difundi-las. O poder de filtragem da imprensa -cuja estrutura continua cara- caiu por terra.

O mercado é excelente para entregar às pessoas o que elas querem, sem juízos de valor, de comida a notícias. Num mercado de livre concorrência, os milhares ou milhões de fornecedores competirão para entregar notícias, opiniões e ideias que melhor satisfaçam o desejo dos consumidores. Isso significa que as melhores ideias vencerão? Será o mercado de ideias, por si mesmo, o melhor filtro para separar o verdadeiro do falso?

Isso aconteceria se o principal objetivo das pessoas ao consumir informação fosse conhecer a realidade. Infelizmente, sabemos que não é assim. O desejo de pertencer a um grupo e de confirmar as próprias crenças e valores muitas vezes fala mais alto.
Leia mais (09/13/2021 – 19h51)

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