No aniversário da anexação da Crimeia, Europa ameaça a Rússia



Na semana em que a Rússia celebra o quinto aniversário da anexação da Crimeia, a Europa voltou a ameaçar Moscou com um veto a seu principal projeto energético do momento: o gasoduto Nord Stream 2.

Nesta terça (12), o Parlamento Europeu aprovou um projeto pedindo medidas políticas para bloquear o funcionamento da ligação, que dobrará a quantidade de gás enviado hoje da Rússia para a Alemanha, seu principal consumidor do produto hoje. A Europa depende dos russos: em 2018, 37% do gás que aqueceu casas e moveu indústrias no continente veio de lá, com alemães e italianos consumindo metade do volume.

A moção terá dificuldades de ir em frente, na prática. Primeiro, pelo interesse do maior e mais rico país europeu, a Alemanha, que hoje compra 40% de seu gás de Moscou. Ele chega principalmente pelo Nord Stream 1, que liga a Rússia à Alemanha diretamente de forma submarina, no mar Báltico. Aberto em 2011, o gasoduto começou o processo de independência russa do caminho tradicional pela Ucrânia, por onde vai a maior parte do seu produto para a Europa.

O problema é que russos e ucranianos estão em um estado próximo ao de conflito. Em 2014, Moscou anexou a península da Crimeia, área de maioria russa que havia sido concedida a Kiev nos tempos soviéticos pelo líder Nikita Krushchov -que era ucraniano. A medida foi uma resposta drástica ao golpe que derrubou o governo pró-Kremlin na Ucrânia, fazendo o presidente Vladimir Putin temer a integração do grande vizinho às estruturas econômicas e militares do Ocidente.

O Parlamento regional da Crimeia já buscava declarar independência de Kiev desde o fim da Guerra Fria, quando a região ficou como parte da Ucrânia. Com a crise de 2014, Moscou infiltrou militares secretamente para garantir o controle de pontos estratégicos da península, e os congressistas organizaram um referendo no dia 16 de março. O resultado foi contestado no Ocidente, com 96,7% dos eleitores que compareceram na Crimeia e 95,6% na cidade com status especial de Sebastopol aprovando a volta à Rússia. No dia 17 foi declarada a independência e, no dia 18, Putin assinou a reintegração -ato meramente ratificado três dias depois pelo Legislativo
Leia mais (03/13/2019 – 08h28)

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