Navalhada no criacionismo



Perdoe o leitor a imagem violenta do título, mas é por motivo nobre e tem só um sentido figurado. A lâmina afiada se volta contra o artigo do renomado químico Marcos Eberlin, professor da Unicamp e presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente, publicado sábado (8) na página Tendências/Debates desta Folha.
 
Eberlin faz um esforço para apresentar essa variante do criacionismo -doutrina de fundo religioso que recusa a teoria neodarwinista como explicação suficiente da origem da vida e das espécies- sob roupagem de conhecimento científico. O fato de tal argumento partir de um cientista pode sugerir que se esteja diante de debate legítimo no campo do evolucionismo, mas não é o caso.
 
A situação se assemelha à guerrilha negacionista dos chamados céticos do aquecimento global agravado pelo homem. Tenta-se criar a aparência de uma controvérsia científica quando não existe uma, pois quem a move não tem o reconhecimento dos pares no campo em que se aventuram (climatologia e teoria da evolução, respectivamente) e o fazem por motivação extracientífica, para não dizer ideológica.
 
 
Leia mais (02/10/2020 – 02h00)

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