Mobilidade é segurança


Mobilidade é uma questão de sobrevivência para as cidades. Literalmente. Nas principais capitais brasileiras, dois em cada cinco habitantes moram em locais a mais de 1 km de distância de postos de saúde e outros serviços básicos. O relatório “Pedestrian First”, do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (IPTD), divulgado na quarta-feira, mostra que o país está atrás não apenas de megalópoles europeias, mas de vizinhos como Peru e Chile, onde quatro em cada cinco habitantes vivem próximos de centros de assistência básica.

Entre as capitais brasileiras, Belo Horizonte aparece em terceiro (41%), atrás de Brasília (62%) e São Paulo (47%) e à frente do Rio de Janeiro (39%). E o relatório aponta que esse distanciamento tem um custo, que não é exclusivamente financeiro. Somente neste ano, mais de 230 mil pedestres vão morrer em deslocamentos no trânsito, conforme levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso é mais do que o total combinado das vítimas de acidentes naturais, envenenamentos e atos terroristas.

Nos últimos dez anos, 1,4 milhão de mineiros foram internados devido a acidentes de trânsito, e pelo menos 3.000 morreram somente no ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde apontam que um quinto dos hospitalizados, em média, é de pedestres.

Apesar dos números, há sinais de conscientização. Seja pelo risco, seja pela economia, o número de bicicletas cresce mais que o de automóveis no Brasil, e campanhas como o Maio Amarelo, de prevenção aos acidentes, ganham repercussão e adesão. O relatório do IPTD mostra que ainda há muito a ser feito pelos gestores públicos para adequação de vias públicas e políticas de trânsito. Mas o resultado desse esforço são cidades mais seguras e melhores para todos.

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