Minerando o sono



Um amigo comprou há pouco uma dessas pulseiras digitais que são usadas o tempo todo para monitorar dados de atividade física (quantos passos você deu etc.) e também a quantidade e a qualidade do sono de cada noite.

Enquanto você dorme, a pulseirinha fica analisando a hora exata em que você apagou, quanto tempo ficou rolando na cama, quantas horas teve de sono profundo, de sono leve e de REM (“Rapid Eye Movement”, fase dos sonhos mais intensos).

Depois de analisar tudo isso, o aplicativo da pulseira faz um ranking de quem dormiu melhor naquela noite, comparando todos os usuários. No caso do meu amigo, na sua primeira noite com o aparelho, ele tinha dormido melhor que 98% de todas as pessoas no país. 

Considerando que ele estava na China, fiquei impressionado com sua capacidade de dormir bem e, na mesma medida, preocupado com a conquista do sono como novo território para a coleta de dados.

O fato é que as tecnologias de monitoramento do sono não estão só nas pulseirinhas. Há também uma onda de colchões inteligentes, conectados à internet. Um exemplo é o Eight Sleep. A ideia é um colchão que manipula os ciclos do sono, permitindo que o dorminhoco possa dormir menos e descansar mais, ganhando tempo para fazer mais coisas acordado. 

O colchão monitora cada movimento, virada ou variação de temperatura do corpo. No momento em que a pessoa está adormecendo, ele aquece. Quando a pessoa adormece, ele diminui um pouco a temperatura, aprofundando assim o ciclo de sono profundo (de acordo com o fabricante). 
Leia mais (08/05/2019 – 02h00)

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