MG descarta suspeitas de varíola do macaco

Foram descartados ontem dois casos de suspeita de varíola dos macacos em investigação e que envolviam pacientes de Belo Horizonte e Ouro Preto. Com isso, todas as suspeitas da doença em Minas Gerais foram descartadas laboratorialmente. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas).
 
Os dois eram os únicos casos restantes das cinco suspeitas que foram registradas no estado. A primeira suspeita, em Uberlândia, foi descartada na quarta, dia 15. Os outros dois casos, em Ituiutaba, também no Triângulo Mineiro, foram descartados no dia seguinte.
 
 A descoberta confirma as expectativas dos órgãos de monitoramento. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, os pacientes com suspeita da doença, também conhecida como monkeypox, não tinham histórico de deslocamento e viagens ao exterior.
 
O primeiro caso da doença foi confirmado no Brasil no dia 9 deste mês, em São Paulo. O homem, de 41 anos, viajou para Portugal e Espanha em maio, onde possivelmente contraiu o vírus. O Ministério da Saúde informou na quinta-feira o sexto caso de varíola dos macacos no Brasil, um paciente de 28 anos do município de Indaiatuba, em São Paulo. De acordo com a pasta, o homem tem histórico de viagem para a Europa e por isso o caso é considerado “importado”. O paciente apresenta quadro clínico estável e sem complicações.
 
MAIS DE 30 PAÍSES A varíola dos macacos é uma doença rara, originária da África. Até o momento, cerca de 1.600 casos foram confirmados em mais de 30 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o aumento dos casos internacionalmente, a OMS discute um novo nome para a doença. A iniciativa ocorre depois que mais de 30 cientistas escreveram na semana passada sobre a “necessidade urgente de um (nome para a doença e para o vírus) que não seja discriminatório nem estigmatizante”.
 
 Além disso, está em discussão se a varíola será classificada como “emergência de saúde pública de interesse internacional”, como se deu com H1N1 (2009), pólio (2014), zika (2016), ebola (2019) e COVID-19 (em janeiro de 2020).
*Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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