Meus pais jamais me negaram um livro

“Ler é dar asas à imaginação”, já dizia o poeta Mário Quintana. Mas, infelizmente, de acordo com a quinta edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, de 2019, apenas 52% das pessoas têm o hábito de leitura. Ou seja, 48% da nossa população deixa de viajar para outros lugares, conhecer novas culturas e, principalmente, adquirir novos conhecimentos por meio do simples hábito de ler. Triste não é mesmo? 

E, como se já não bastasse, estamos declinando expressivamente, pois a pesquisa ainda revelou que, de 2015 a 2019, o país perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores. Boa parte destes números nas faixas etárias de 14 a 17 e de 18 a 24 anos, chegando a oito pontos percentuais de diferença.

Como mãe, sou uma das principais incentivadoras da leitura na vida dos meus filhos pequenos, Arthur e Daniel, e, como parlamentar, quero ver todos os mineiros, sobretudo nossos mineirinhos, com livro na mão. São hábitos que nos auxiliarão a dar salto na educação e garantir um Brasil melhor. Quando criança, não cheguei a ter todos os brinquedos que gostaria, mas meus pais jamais me negaram um livro.

Por que sempre volto ao assunto da melhoria da educação? Fui aluna de escola pública, de uma região de vulnerabilidade próxima de Venda Nova. Sou um exemplo do quanto a educação pode ser transformadora em nossas vidas. Com muita dedicação aos estudos, fui convidada a integrar um grupo internacional de alto desempenho acadêmico e de liderança. O incentivo à leitura, sobretudo na infância, permeia essa base. 

Considerando que a leitura e a alfabetização são intrinsecamente interligadas, o cenário que relatei no início deste artigo é ainda mais desolador. Segundo levantamento do Todos pela Educação, “40,8% das crianças brasileiras entre 6 e 7 anos não sabiam ler ou escrever em 2021”. É como se, em uma sala de aula com 25 crianças, dez delas não tivessem sido alfabetizadas, o que representa um salto de 1,429 milhão em 2019 – o equivalente a 25,1% das crianças brasileiras na faixa etária – para 2,367 milhões (40,8% das crianças) em 2021.

Enquanto parte da sociedade, cabe a todos nós cidadãos (eu e você) colaborarmos com a formação das nossas crianças e jovens. Que tal enfrentarmos este desafio? É preciso ir além. Formar críticos, pensadores e, de fato, pessoas que vão se destacar por solucionar problemas e desafios da humanidade. A leitura, além de asas, nos garante conhecimento, ferramenta essencial para evoluir e mudar o mundo para melhor.

Minas está no caminho certo. Conquistou o maior Ideb da história do ensino médio no governo Zema, que tem batalhado para levar conhecimento para os mineiros. Programas do governo de Minas, como Trilhas de Futuro, Projeto Somar, Mãos à Obra, são pensados e estruturados para potencializar a educação. Busco fazer a minha parte aqui no Legislativo. A Corrida do Saber, programa do meu mandato, tem o intuito de fomentar as boas práticas na educação. Com a premiação da Corrida do Saber, bibliotecas e espaços para leitura foram construídos, reformados e ampliados.

Se você também é amante da leitura e quer discutir sobre sua importância na educação básica e sobre como a leitura abre um mundo de possibilidades para crianças e jovens, venha continuar essa conversa no dia 14.5, às 16h, quando irei palestrar sobre o assunto na Bienal Mineira do Livro 2022, que ocorre de 13 a 22 de Maio, em Belo Horizonte.

Eu te espero lá!

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