Luta por direitos dá o tom da 15ª Parada LGBT de Contagem


A trilha sonora foi de festa, mas o tom dado ontem pelos participantes à 15ª Parada LGBTI de Contagem, na região metropolitana, foi de luta por direitos, como, aliás tem se tornado uma constante em eventos semelhantes por todo o país. 

Com pedrarias na cabeça, olhos bem delineados pela maquiagem e uma roupa em amarelo vivo, o supervisor Luís Felipe Trancoso, de 24 anos, saiu de casa no domingo disposto a exigir direitos. “A gente vem pra rua e quer colocar os nossos corpos políticos à mostra justamente por esse momento que estamos vivendo, para ir contra os retrocessos que estão acontecendo”, disse o participante.

Sem deixar de lado a oportunidade de dançar e curtir o fim de semana ao lado dos amigos, a modelo Kelly Cristina Souza, 19, também fez críticas a quem prega a intolerância. “Essa comunidade deveria ser respeitada, mas sofremos bastante preconceito”, lamentou. 

“São 15 anos de luta. Estar nesse lugar nos manifestando e demonstrando todas as formar de amor e afeto é um ato político e de resistência”, defendeu Leandro Neves, um dos organizadores do evento.

“Stonewall”

Para ilustrar o tema do evento neste ano, “os 50 anos de Stonewall”, os organizadores da parada LGBTI de Contagem relembraram uma série de manifestações que ocorreram nos Estados Unidos, em junho de 1969, e se tornaram marco do movimento do orgulho gay em todo o planeta. 

Furtos

A ação de criminosos tirou um pouco do brilho da Parada LGBTI de Contagem. Participantes da festa relataram a presença de pessoas furtando objetos em meio à multidão. Durante a cobertura do evento inclusive, o fotógrafo do Super Notícia teve o celular furtado.

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