Lua sobre a floresta



Apesar da gratidão para com Ailton Krenak, que numa inspirada palestra abriu os olhos de um estudante de jornalismo e filosofia da USP para a imensidão amazônica da causa indígena, cabe discordar de sua ideia de que viajar ao espaço seja uma tragédia.
 
A Lua é para todos nós. Marte também. Basta olhar para o céu, que sempre foi o símbolo da elevação humana além dos limites terrenos, em diversas culturas (mesmo quando temperado com notas de precaução, como na fábula de Ícaro).
 
Em seu livro “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, Krenak combate a noção universalizante de humanidade como apoio para a aniquilação da diversidade, a negação das culturas e modos de vida particulares, o consumo irrefreável dos recursos naturais pelo industrialismo capitalista. Ele tem razão.
 
O deputado constituinte indígena, cuja imagem pintando o rosto com jenipapo correu o mundo em 1987, considera desperdício viajar a outros mundos, quando há tanto por fazer para salvar este aqui, a Terra. O envolvimento de bilionários como Elon Musk e Jeff Bezos no renascimento espacial seria indicação de que o verdadeiro interesse seria exaurir também outros planetas.
Leia mais (07/21/2019 – 02h00)

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