Livros mais vendidos no Brasil mostram um país em sobressalto



Dizem que a melhor forma de conhecer um autor é olhar para os títulos da sua biblioteca. Será verdade? E será que o mesmo pensamento pode ser aplicado a uma nação inteira?

Sobre a primeira pergunta, digo que sim, sem hesitar: os alicerces de qualquer escrita estão sempre na leitura. Razão pela qual é possível avaliar uma obra pelo diálogo que ela estabelece com as obras que a precederam.

Sobre a segunda pergunta, temo seriamente pela cabeça dos brasileiros.

Não sou psiquiatra; nem sequer curandeiro. Mas basta olhar para o topo de vendas dos livros de ficção para entender que há algo de errado no ar. Quer saber os títulos, segundo a revista Veja?

“A Revolução dos Bichos”, “1984”, “Admirável Mundo Novo”, “Fahrenheit 451”, “O Conto da Aia”.

Se eu fosse um cínico, diria que só faltam as novelas de H. G. Wells e o “Nós”, do sempre esquecido Yevgeny Zamyatin, para que o país se converta numa gigantesca distopia literária. Como explicar esse interesse avassalador pelo gênero?
Leia mais (08/07/2020 – 10h33)

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