Livro reúne poemas e textos de perseguidos pela ditadura militar no Brasil


O gaúcho Nilton Rosa da Silva morreu aos 24 anos com um tiro no rosto disparado por uma milícia de extrema-direita, em Santiago, em 1973, durante um conflito. O grupo de direita desejava a queda do presidente Salvador Allende, tirado do poder por um golpe meses depois.
 
Militante de esquerda, o universitário estava exilado no Chile havia dois anos, fugindo da ditadura militar no Brasil. Sua morte comoveu o país, e estima-se que 100 mil pessoas participaram de seu enterro na capital chilena. Um jacarandá foi plantado em frente ao prédio onde estudava e ainda pode ser visto.
 
Ele é um dos autores que agora têm seus poemas e textos produzidos durante o regime militar reunidos no livro “Poetas da Dura Noite”, editado voluntariamente pelo Comitê Carlos de Ré da Verdade e da Justiça, com sede em Porto Alegre. “Mi nombre es América/volcán de los oprimidos/Es libertad símbolo del pueblo”, escreveu Nilton, na condição de exilado.
Manifestantes fazem protesto contra a ditadura militar, no centro do Rio de Janeiro (RJ), em ato que ficou conhecido como Passeata dos 100 mil, em 1968

Manifestantes fazem protesto contra a ditadura militar, no centro do Rio de Janeiro (RJ), em ato que ficou conhecido como Passeata dos 100 mil, em 1968
Agência Jornal do Brasil
 

Leia mais (01/05/2020 – 02h00)

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