'Lindinhas' é contra a erotização das crianças, mas a direita histérica não quer nem saber



Neste domingo (13), um dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil foi o filme “Lindinhas”, disponível na Netflix desde a quarta passada (9). Usando hashtags como #pedoflix e #CancelNetflix, internautas de direita clamavam por um boicote à plataforma, acusada de promover a pornografia infantil através do longa de estreia da diretora francesa Maïmouna Doucouré.

A campanha não se restringe ao Brasil. Já vem rolando há algumas semanas nos Estados Unidos, desde que a Netflix divulgou seu próprio cartaz para “Lindinhas”, com quatro garotas em trajes sumários fazendo poses provocantes – bastante diferente do original, que mostra as mesmas meninas correndo pela rua com sacolas de compras nas mãos. O serviço ainda publicou uma descrição equivocada da trama, que seria sobre uma garota que “começa a explorar sua própria feminilidade, desafiando as tradições de sua família”.

Logo surgiu uma petição online exigindo que o gigante do streaming removesse “Lindinhas” de seu catálogo antes mesmo da estreia. Quase 600 mil pessoas já aderiram a este abaixo-assinado. Como costuma acontecer nesses casos, pouquíssima gente viu o filme antes de investir contra ele.
Leia mais (09/14/2020 – 14h50)

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