Lina Bo Bardi tem sua arquitetura contraditória destrinchada em biografias



Nas reportagens publicadas sobre a inauguração do Museu de Arte de São Paulo, em 1947, quando ele ainda ocupava um edifício na rua Sete de Abril, Lina Bo Bardi não foi mencionada nenhuma vez.

A arquiteta era responsável pelo projeto do museu que mudaria para sempre a posição de São Paulo no circuito mundial das artes. Mas não houve nenhum registro disso. O louvor se concentrou em seu marido e parceiro profissional, o respeitado crítico de arte Pietro Maria Bardi.

Passados 75 anos, a mulher então ignorada recebeu um Leão de Ouro póstumo, a maior homenagem da Bienal de Arquitetura de Veneza, e tem agora sua história contada em duas biografias de peso, que procuram destrinchar uma carreira marcada pela ousadia e pela contradição.

Ainda que Lina procurasse imprimir uma coerência voluntariosa à narrativa de sua vida, seu trabalho articulava referências vindas de todo canto e sua personalidade borbulhava um caldeirão de opiniões inclassificáveis e sentimentos conflituosos.
Leia mais (05/01/2021 – 16h00)

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