Libertadores terá semifinais sensacionais entre gigantes do futebol

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Libertadores terá semifinais sensacionais entre gigantes do futebol
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A América do Sul vai tremer.

São Paulo, Porto Alegre e Buenos Aires serão palco de quatro jogos sensacionais.

Palmeiras x Boca Juniors, primeiro jogo na Bombonera, segundo na casa verde.

Grêmio x River Plate, no Monumental de Nuñez e na Arena Grêmio.

Se fosse planejado não seria tão bacana, embora a Libertadores deste ano incluísse o Flamengo e o Corinthians, os mais populares no Brasil como os dois argentinos são de seu país.

Pode-se esperar belos espetáculos porque, surpreendentemente, os jogos de volta das quartas de final foram em regra bons e pacíficos.

River Plate 3, Independiente 1 foi um jogaço e em paz.

Grêmio 4, Atlético Tucumán 0, então, beirou o exemplar, porque os argentinos foram goleados sem dar um pontapé, e os gaúchos não tripudiaram em nenhum momento.

Palmeiras 2, Colo-Colo 0, show de Dudu e zero de incidentes, assim como mesmo no tenso Cruzeiro 1, Boca Juniors, 1, não aconteceu nada a se lamentar, algo incomum no torneio.

O pior momento ficou por conta de Mano Menezes, ao bater boca com o auxiliar técnico portenho Gustavo Schelotto, irmão gêmeo do treinador Guillermo, ao recusar seu cumprimento, sem motivo.

Tivesse a arbitragem, de fato, sido danosa aos brasileiros e nem por isso Schelotto deveria pagar a conta.
Além do mais, o apitador acertou todos os lances decisivos. Saber perder é para poucos e, definitivamente, Mano não faz parte desse grupo.

Chorar é o que mais fazemos nós, os brasileiros, quando derrotados.

Seria mais honesto ter lamentado os gols imperdíveis, mas perdidos, por Thiago Neves, no primeiro tempo, e por Raniel, no fim do segundo, que seria o do 2 a 0 para levar a decisão à marca do pênalti.

Vale projetar os jogos das semifinais, dignos de levantar o libertador venezuelano Simón Bolívar de seu mausoléu, assim como o argentino José de San Martin, ou o uruguaio José Artigas, ou, ainda, o chileno Bernardo O?Higgins, para não falar de nosso Dom Pedro I, que era português.

Ah, sim, futebol é cultura, e a Taça Libertadores da América tem o nome que tem em homenagem a eles, heróis nacionais, com exceção, para variar, do nosso caso, porque uma independência sem luta, concedida pelo colonizador.

O que explica muito de nós mesmos.

Sete títulos em jogo entre Palmeiras e Boca (meia dúzia dos xeneizes) e seis entre Grêmio e River, três de cada um.

Entre paulistas e portenhos é de se esperar mais luta e competitividade do que refinamento. Entre os gaúchos e os portenhos é legítimo esperar tudo, arte, inclusive.

Favoritos não há, embora o Grêmio seja o de futebol mais agradável de se ver.

Atenção, porém: o River está há 31 jogos sem perder.

Uma final entre Palmeiras e Grêmio é o sonho brasileiro, entre outras coisas porque para destroçar o coração alviverde e tricolor de Felipão, de quem espera-se não cometer a imprudência de escalar Felipe Melo, meio caminho andado para dinamitar o clima civilizado aqui esperado.

O Superclássico argentino, decidindo pela primeira vez o torneio continental, então, chamaria atenção do planeta bola inteiro, com uma dose de eletricidade maior que a produzida em Itaipu, algo assim como um Gre-Nal na final do Brasileiro.

Impossível prever, e apenas uma coisa é certa: ao cabo das semifinais e finais da Libertadores-2018, seu campeão terá motivos para muito orgulho, porque terá passado por dois gigantes do futebol mundial.
Leia mais (10/07/2018 – 02h00)

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