Ler Don DeLillo é terapia para bolhas de alienação e autocontentamento



Um mundo tecnologicamente avançado, onde as máquinas dominam os seres humanos, eis o supremo clichê da fição científica distópica.

Nunca acreditei nessa premissa. A minha distopia é a inversa: um mundo tecnologicamente avançado mas onde as máquinas deixam de funcionar -sem aviso, sem explicação.

O mais recente livro de Don DeLillo, “The Silence”, cumpre esse terror. Estamos em 2022. É domingo, dia de Super Bowl. Mas as máquinas -aviões, televisões, celulares, email- se apagam misteriosamente.

É o silêncio, o grande silêncio, o supremo terror do homem pós-moderno, que não apenas depende da tecnologia como vive dentro dela. “A vida pode ser tão interessante”, comenta DeLillo, “que nos esquecemos de ter medo”.
Leia mais (11/19/2020 – 10h55)

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