Ler a globalidade para entender a pandemia



Em 11 de março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que a Covid-19 era oficialmente uma pandemia: a “propagação mundial” da nova enfermidade havia sido alcançada. O vírus, surgido da mescla de fluidos animais em um mercado de Wuhan, foi transmitido por sabe-se lá que bicho a provavelmente um comerciante, e deste a outro, ou a um freguês, ou talvez a um fornecedor, e de lá se espalhou rapidamente por todo canto da cidade chinesa. Em seu rastro, o novo vírus deixou uma esteira de enfermos, que transmitiram a enfermidade a novos enfermos, que por sua vez se espalharam da metrópole por toda a superfície da Terra, em ônibus, trens e barcos. Mas foi o avião –o autêntico agente globalizador do vírus– que em um abrir e fechar de olhos polinizou todo o planeta com o coronavírus. Em poucas semanas, a enfermidade apareceu em pequenas aldeias da selva amazônica, no deserto do Saara ou na tundra siberiana. No entanto, o vírus não avançava pelo mundo de maneira homogênea. Como se estivéssemos diante de uma suposição cartográfica, o mapa da pandemia reproduzia em suas linhas gerais a geografia da globalização.
Leia mais (06/11/2020 – 12h02)

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