Lama avança por rio e moradores deixam casas



Na comunidade de Ribeiro Manso (MG), às margens do rio Paraopeba, distante 300 km da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho, o medo chegou antes da lama. 

Ali, as águas translúcidas não dão sinal da destruição que avança progressivamente pelo rio, atingido por rejeitos de mineração. Alguns moradores, receosos, já deixaram suas casas, e imóveis se desvalorizaram em até 50%.

Um pouco adiante, um pesqueiro situado na Fazenda Porto Mesquita, na zona rural de Curvelo, viu a clientela desaparecer. “Num fim de semana normal, vinham aqui de 80 a 100 pessoas, mas no último não apareceu ninguém, embora a água continue igual”, diz o dono do local, Luís Machado.

Captar as expectativas e apreensões de pessoas que, a despeito de estarem afastadas do centro da tragédia, sofrem seu impacto, é um dos objetivos da expedição liderada pelo geógrafo Miguel Felippe, da Universidade Federal de Juiz de Fora.
Leia mais (02/11/2019 – 02h00)

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