Juiz determina que goleiro Bruno seja transferido para presídio de BH

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Em um ofício enviado ao diretor do presídio de Varginha, no Sul de Minas, e à superintendência de vagas em presídios em Minas Gerais, o juiz Tarciso Moreira de Souza determinou nesta terça-feira (12) que sejam tomadas “providências para a transferência” do goleiro Bruno para algum presídio em Belo Horizonte ou na região metropolitana. A decisão é baseada em um suposto endereço fixo do atleta na capital e ocorre um dia depois do magistrado aplicar falta grave ao goleiro.

De acordo com Fábio Gama, advogado do goleiro, a decisão é incabível porque o goleiro não tem mais residência em Belo Horizonte. “Nós apresentamos documentos que comprova que ele não tem residência mais lá. Por isso não justifica essa transferência. A mulher e a filha dele moram em Varginha, a princípio ele permanece aqui”, disse.

Para o advogado, por se tratar do caso do goleiro Bruno, as autoridades “arrumam vaga até no inferno”, em referência à lotação dos presídios na região metropolitana. “O que o juiz fez foi pedir informações sobre a disponibilidade de vagas. Vamos aguardar uma outra manifestação do magistrado, mas se tratando de Bruno, tem chance sim de arrumarem uma vaga. Pra ele, eles arrumam vaga até no inferno”, disparou. 

Um dos locais que surgem como possibilidade para o retorno de Bruno é a Nelson Hungria, local onde o goleiro iniciou o cumprimento da pena e diz ter sofrido agressões no local. “Essa possibilidade preocupa a defesa, mas preocupa muito mais o meu cliente. Ele alega que foi esfaqueado lá. Foi lá que ele teve vários problemas, sofreu agressão, então preocupa demais”, disse o advogado.

Nessa segunda-feira (11), o juiz considerou uma falta grave do goleiro Bruno, em outubro do ano passado, depois de ele ter usado um telefone celular para marcar encontro com mulheres. Com a decisão, Bruno perdeu o direito de trabalho externo, e o direito de cumprir pena na Apac. De acordo com o processo, Bruno usou o celular de um encarregado da Apac de Varginha, onde prestava serviços, para combinar, por meio do WhatsApp, um encontro com duas mulheres que queriam um autógrafo do goleiro. 

Entenda 

Em outubro do ano passado, Bruno Fernandes foi flagrado por uma emissora de televisão local em um espaço com duas mulheres e uma lata de cerveja na mesa. O jogador teria trocado mensagens de celular com uma delas para marcar o encontro.

Ele foi considerado inocente no caso em um procedimento interno dois meses depois do fato, questão que o juiz Tarcísio de Souza desconsiderou na decisão desta segunda-feira.

Reincidente 

Essa é a segunda falta grave que Bruno comete na prisão. Em abril de 2013, ele ameaçou um agente penitenciário e dois detentos na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, depois de eles terem elogiado Ingrid Calheiros em uma das visitas dela no presídio.

Condenação 

Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e três meses pelo envolvimento na morte de Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de Bruninho, fruto da relação com a modelo. 

Em setembro de 2017, a Justiça diminuiu a pena para 20 anos e nove meses, após a prescrição do crime de ocultação de cadáver. 

Bruno cumpre pena em regime fechado desde 2010. Ele tinha permissão para o trabalho concedida pelo poder judiciário e trabalhava nas obras de construção da Apac de segunda à sexta-feira, entre 7h e 18h.

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