Jô Soares vai fazer muita falta, tanto no Brasil quanto na minha vida



Descobri quem era Jô Soares quando eu tinha apenas seis anos de idade. Recém-chegado a São Paulo, eu buscava instintivamente entender os códigos da minha nova cidade. Muitos deles vinham da TV Record, que era mais forte em terras paulistanas do que no Rio, onde eu nasci.

Era na Record que havia programas que mudariam a MPB para sempre, como Jovem Guarda, O Fino da Bossa e o Festival da Música Popular Brasileira. A emissora também exibia a primeira sitcom nacional propriamente dita, Família Trapo, que dominava a audiência das noites de domingo. Eu adorava.

Ao lado de Carlos Alberto da Nóbrega, Jô Soares era um dos criadores do programa. Também integrava o elenco, mas num papel relativamente secundário: o do mordomo Gordon, um trocadilho óbvio com o formato de seu corpo. Os personagens principais eram o patriarca Otelo Pepino Trapo, vivido por Otelo Zeloni, e seu cunhado folgadão, Carlos Bronco Dinossauro, tipo inesquecível de Ronald Golias.
Leia mais (08/05/2022 – 14h00)

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